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Work hard, Play hard

por Khaleesi, em 15.12.15

 

Há muita coisa de que me envergonho, mas nenhuma delas inclui trabalhar.
Na verdade, julgo que trabalho desde que tenho idade para isso. Sempre o fiz à base de biscates, pequenos serviços que a minha mãe me arranjava, visto que o meu horário me impede de ir muito além disso. De qualquer modo, aquilo que ganho e ganhava sempre me chegou e grande orgulho me traz saber que são poucas as coisas para as quais dependo de outrém. Aos 14 anos, fiquei encarregue de lavar, semanalmente, as escadas do meu condomínio. O dinheiro era/é pouco mas, para uma miúda habituada a 15€ de mesada, soube a céu. Com 20 anos, é um trabalho que mantenho pois pouco tempo me cobra e, pouco ou nada, dinheiro é dinheiro. Aliado a isto, foram muitos os fins-de-semana em que abdiquei do meu pouco tempo livre para ajudar a minha mãe nas limpezas na casa de um ou outro cliente e, verdade seja dita, era mais dinheiro a entrar para o bolso. Este não é o tipo de informação que troco numa conversa entre amigos, mas também é algo sobre a minha vida de que não me envergonho. Trabalho é trabalho. 
No último verão, estive, durante mês e meio, encarregue de cuidar de duas crianças. Foi a minha primeira experiência enquanto babysitter e garanto que o cansaço ao final do dia era enorme, mas compensou bastante. Graças a isso, fui capaz de remodelar o meu quarto por completo, fazer algumas compras menores e, ainda, ajudar a minha mãe. Nos últimos dois meses, regressei à vida de babysitter, embora somente ao fim-de-semana. Custa? Horrores. É terrível a dor de sair da cama ainda mais cedo do que num dia de faculdade, mas tem de ser. No fim, compensa tudo.
A verdade é que não tenho realmente necessidade de trabalhar, mas não sou propriamente o tipo de pessoa que se contenta com pouco. São raras as semanas em que não compro alguma peça de roupa ou maquilhagem, gosto de ir jantar fora e ao cinema com frequência, para além de que é óptima a sensação de não estar constantemente a contar o dinheiro. Valha o que valer, o facto de não ter medo de arregaçar as mangas para atingir o que quero é um dos factores da minha personalidade que mais orgulho me traz.

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publicado às 23:25


4 comentários

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De Emy a 15.12.2015 às 23:34

Eu não sei o caso da andreia mas eu por exemplo vou ter me levantar tipo 6h30 para ir para a fac, e não posso ir ao ginásio a noite porque não vivo com os pais meus e a minha avó não tem o carro e o ginásio não é mesmo ao pé de casa e os horário a noite do autocarro são péssimos
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De Home Sweet Home a 16.12.2015 às 09:55

e nunca deverás ter! eu fazia o mesmo... aos 15 anos durante um mês todos os sabados ia com a minha mae limpar um consultorio de fio a pavio, saia de lá morta era praticamente o dia todo... mas no final do mês a minha mãe passou me para a mão 50 contos! fui rica durante muitos meses... :) o que aquele dinheiro me durou!
Essas são coisas que te ajudam a moldar e que te ajudam a ganhar autonomia e responsabilidade! Tens é de te orgulhar!
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De Mystic a 16.12.2015 às 11:42

Eu sou da mesma opinião que tu, também sou um pouco consumista e frequentemente quero comprar uma coisa ou outra e não gosto nada de pedir aos meus pais. Sabe mesmo bem pagarmos algo que foi fruto do nosso esforço!
E acho que também nos faz bem trabalhar para aprendermos a crescer a ter responsabilidades! :)
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De Cris a 16.12.2015 às 15:49

E temos de meter mãos à obra. É pouco? ok, até pode ser, mas sempre é mais que nada!!! E acho que também deve compensar bastante o facto de estares ocupada e então não te gastares psicologicamente a pensar em outras coisas...
Eu gostava de arregaçar assim as mangas...
Beijinhos*

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