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O que o tempo não pode apagar

por Khaleesi, em 22.07.15

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Entrego-me a ti com a ingenuidade de uma criança e, simultaneamente, segura como uma adolescente na flor da idade. Transmites-me a agitação necessária para me assegurar de que estou viva mas, também, o sossego indispensável a qualquer relacionamento sólido e saudável. 
És o melhor pedaço de mim, a parte de que eu jamais pensei vir a necessitar ou, sequer, acabar por encontrar num outro ser humano que não eu. Como não haverias de o ser, de qualquer modo? É a ti a quem imediatamente recorro se a vida se torna demasiado pesada ou, por outro lado, quando os raios de sol me chegam ao coração. Desconheço o segredo que contigo levas para que tudo se torne melhor e mais feliz ao teu lado mas, por favor, guarda-o bem: preciso tanto dele, por quanto tempo a vida nos quiser proporcionar. Bem sei que esta é uma das formas de medida mais subjectivas, mas gostaria de saber como é que ainda, após mais de três anos coleccionados, estar contigo continua a ser um dos meus programas predilectos de todo o sempre. No fundo, talvez tudo isso faça sentido quando os olhos ternurentos que me observam pertencem ao rosto de alguém que, dia após dia, comigo caminha em direcção à felicidade.
Alguém. Tu. Alguém que me leva ao cinema, às sessões da meia-noite. Alguém que me enche de carinho, mesmo depois de eu ter adormecido. Alguém que me insere nos seus planos futuros, sejam de amanhã ou dos próximos anos. Alguém que me transporta do clima de ronha para o de sexo numa fracção de segundo. Alguém, sobretudo, que, apesar das desavenças inevitáveis, se mantém ao meu lado sem tenções de desistir. Alguém. Tu.

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publicado às 04:25


1 comentário

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De Emy a 22.07.2015 às 15:07

Obrigada e igualmente! Gostei do texto :)

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