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Diário de uma babá desesperada #4

por Khaleesi, em 15.08.15

Tomar conta de crianças, sobretudo de idades tão pequenas e próximas umas das outras, relevou-se muito mais desafiador do que aquilo com que contava. É certo que não esperei que o trabalho se resumisse a mudar fraldas e manter o pessoal feliz, todavia, confesso que não considerei ter de lidar com tanta coisa... e tudo ao mesmo tempo. 
Ao longo da semana que passou, tive mais três crianças ao meu cargo do que o habitual. Os primos dos "meus" meninos, residentes na Madeira, vieram passar uma semana a Lisboa com eles e, sendo que o mais velho tem apenas 9 anos, é possível imaginar o espectáculo que tem sido esta semana. Se eu já achava que ter de estar de olho em dois era complicado, vi-me grega para conseguir ser capaz de manter tantas pestes entretidas e, claro, em segurança. Todavia, consegui isso e muito mais, tanto que termino a semana cheia de orgulho nas capacidades que julgava não ter. Já me sinto muito mais confortável no meio de tanta criançada e a prova disso é que já consigo ser bastante mais independente com elas, sem ter de perguntar o que fazer a seguir. Dei banhos, mudei fraldas, preparei beberões, dei de comer à boca, aturei birras, limpei lágrimas e roubei gargalhadas. O meu trabalho não inclui tratar das lidas domésticas - pelo menos, aquelas que são alheias aos miúdos - mas, se nos primeiros dias aproveitava a hora da sesta deles para relaxar um pouco - agora trato de ajudar a empregada a varrer e lavar o chão, arrumar a louça e fazer as camas. É um trabalho custoso, não há como negar, contudo, as 10 horas diárias que ali passo pesam cada vez menos, tanto que chegam a existir dias em que perco a noção de quão tarde é.
Estou bem, estou feliz. Ali, pelo menos, sou feliz.

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publicado às 01:37


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