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Cortar o mal pela raiz

por Khaleesi, em 08.08.15

Oxalá soubesses que as minhas inseguranças, desta vez, não são em vão. Sei que te amo. Sei que sou amada de volta. No entanto, até que ponto é que a quantidade de sentimento presente numa relação é a suficiente para que a mesma não vacile? O amor não é tudo. De facto, o amor de nada serve se não for trabalhado nas condições apropriadas. Queria pedir tempo ao tempo, criar degraus favoráveis para este relacionamento, mas sinto-me incapaz quando tudo o que avisto é um futuro cinzento.
Eu não sou como tu. Eu não insisto em qualquer coisa, eu não insisto em algo que, à partida, me parece invariavelmente errado e eu sei, sempre tive conhecimento de que a nossa história está condenada desde o primeiro instante. Na verdade, para todos os efeitos, não estão todas? 
Queixo-me de barriga cheia, dizem-me, e sinto-me incapaz de interferir nesse julgamento. Porque haveria de o fazer quando encontrei em ti todas as características que procurava num companheiro e, ainda assim, nos coloco nesta situação desagradável? Quiçá este meu traço calculista, tão fortemente vincado, nos seja finalmente útil e tu consigas compreender as razões por detrás de tantos receios. Nada nos assegura que iremos ser capazes de superar este problema, tal como tantos outros anteriormente. Nada nos assegura um futuro palpável. 
Culpa-me. Apedreja-me. Brindemos: é o início do (nosso) fim.

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1 comentário

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De Sara a 09.08.2015 às 10:04

O texto está lindo :)
Mas porque não continuas com ele? O que se passa?

Claro, não é por serem professores no público que vão ser piores, muitos deles até podem ser melhores do que os que eu tenho apanhado até agora! Não era nada disso que eu queria dizer, eu só espero ter sorte :)
Obrigada pelo conselho!

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